A crise causada pelo novo coronavírus e, consequentemente, a recomendação de isolamento social fez com que vários setores precisassem se reinventar de forma a manter a conta fechando no final do mês. Um exemplo disso está no comércio, varejo e qualquer tipo de negócio com vendas através de estabelecimentos físicos, que tiveram que recorrer às vendas através de aplicativos. Juntamente com as empresas que já faziam esse tipo de venda antes da pandemia o resultado final foi o aumento de 30% nas vendas através de aplicativo, apenas no primeiro mês de distanciamento social.

Os dados divulgados através de pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva, no final de abril, mostram que grande desse aumento nas vendas através de aplicativos foi percebido, principalmente, nas classes C, D e E bem como nas pessoas com idade acima de 50 anos. Ou seja, estamos falando de pessoas que, em geral, não faziam compras de alimentos, roupas, calçados e etc. através de aplicativos. Outro dado muito importante é que a soma desse público representa nada menos que mais da metade do mercado consumidor brasileiro.

Mas o que foi destacado acima não os únicos motivos para animar o setor de e-commerce durante a pandemia. Entre os entrevistados pelo Instituto Locomotiva, 49% destacam que vão continuar usando o serviço de compras através de aplicativos mesmo após o fim da pandemia. Outros 32% dos entrevistados destacam que pretendem diminuir a visita a lojas físicas através deste serviço.

Além disso, é importante destacar que esse aumento não está relacionado apenas a itens considerados não essenciais como, por exemplo, roupas, calçados e acessórios. Essa mudança no consumo causada pela crise do novo coronavírus também atingiu os produtos que são colocados em carrinhos de supermercados. Ou seja, os consumidores também estão recorrendo aos aplicativos para comprar alimentos. Dessa forma, 53% dos entrevistados na pesquisa destacam a diminuição na compra de itens de lojas de departamento, sendo que outros 39% afirmam estar comprando mais alimentos do quer quaisquer outros itens.

Produtos básicos como alimentos e higiene pessoal passaram a ser comprados através de aplicativos, algo que para boa parte dos entrevistados não eram algo tão comum antes da pandemia, sendo que algum deles jamais tinham comprado tais itens através de aplicativos antes. Com isso, 15% dos entrevistados afirmaram que não tinham o hábito de comprar alimentos pelos aplicativos. Apesar dos esforços e recomendações para reforçar o isolamento social, saiba que o percentual de pessoas que ainda preferem os espaços físicos é bastante elevado. Portanto, 60% dos consumidores ainda preferem ir ao mercado para sua compra de itens básicos, enquanto que 45% prefere ir a uma farmácia para comprar medicamentos.

Mas o crescimento do comércio eletrônico não se restringe apenas aos aplicativos, pois as empresas que já atuavam no setor bem como as startups também registraram aumento na solicitação dos seus serviços.

Um ótimo exemplo é o Mercado Livre, um dos gigantes do marketplace, que registrou um aumento de 15% em março em compras nas categorias cuidado pessoal, bebidas, alimentos e saúde quando comparada com as vendas em fevereiro. Porém, se a comparação for feita com os quinze primeiro dias de março de 2019 o aumento é ainda maior: 65%.

Outo bom exemplo é a startup Eu Entrego, que auxilia e conecta empresas com entregadores autônomos. A startup viu as solicitações de supermercados e mercearias crescerem cinco vezes mais.

Já nas lojas físicas o resultado esperado aconteceu: queda no fluxo de pessoas e também no numero de vendas. Logo na segunda-feira, no primeiro dia de isolamento social recomendado, foi registrada uma queda de 27,1% no fluxo de pessoas quando a comparação é feita com as demais segundas-feiras de 2020. Porém, essa parece ser uma boa chance do varejo físico recorrer ainda mais ao comércio eletrônico de forma a manter o seu negócio de pé e expandir o seu alcance junto ao seu público alvo.

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